28 de abril de 2014

Encaixar-se não é ser aceito

Esta foi uma das revelações que tive durante a leitura do livro A coragem de ser imperfeito da psicóloga e pesquisadora Brené Brown.

Ela define aceitação como "o desejo humano inato de fazer parte de algo maior do que nós." Mas ser aceito não é o mesmo que se encaixar.

Brené afirma que se encaixar "tem a ver com avaliar uma situação e tornar-se quem você precisa ser para ser aceito". Quando li esta frase, pensei imediatamente: É isto! É isto que faço o tempo todo! Estou sempre procurando saber como as coisas funcionam, quais são as regras, o que preciso fazer para ser parte do grupo. Faço isto porque não quero me destacar, principalmente por estar fazendo algo errado. Não quero que me olhem com desaprovação ou como diferente. Se eu agir como os demais, não me tornarei o centro das atenções, e passarei despercebida.

Lembro do desconforto que senti durante as cinco semanas que passei na Alemanha por estar constantemente preocupada e atenta a como tudo funcionava por lá, até porque aquelas pessoas não deixam passar despercebido nenhum descuido ou deslize.

Mas a culpa não é dos alemães, isto está em mim. Eu geralmente lido com apreensão e ansiedade diante de situações desconhecidas, e só agora vejo que parte disso tem a ver com o meu sentimento interno de ter que me adequar. Tenho dificuldade de ser eu mesma. Após a reflexão de Brené Brown, entendo que estou sempre tentando me encaixar, e não, ser aceita. Ela diz que aceitação "não exige que você mude; ela exige que você seja quem realmente é."

Mas esta descoberta pra mim é só o começo. Trocar o se encaixar pelo ser aceito exigirá esforço e empenho, mas eu estou disposta a fazê-lo, não há duvidas de que é uma troca que vale a pena.

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