12 de fevereiro de 2014

Saindo do casulo

Eu criei este blog em 2010, semanas antes de largar meus dois empregos, sair de casa, mudar pra uma cidade grande e ir morar com o meu noivo, longe da minha família e amigos.

Os primeiros 6 meses foram bem difíceis, meu nível de ansiedade estava alto, senti muita insegurança e medo. Aos poucos a vida foi ficando mais fácil.

Montei meu apartamento, fiz dele um lar, e casei.

O que mais eu fiz nos últimos três anos? Bom, me transformei numa verdadeira, e modéstia parte, boa dona de casa. Concluí meus dois cursos à distância, fiz estágio, trabalhei de casa, e como sabem, acompanhei meu marido em uma viagem internacional.

Mas... eu me isolei. Estudando e trabalhando em casa não fiz novos amigos, e além disso, acabei me afastando dos antigos. Eu criei o meu mundinho, o meu casulo. Me acostumei a ficar sozinha, me adaptei ao silêncio, me encontrei na liberdade da minha própria companhia.

Sim, esta é minha zona de conforto, e não é fácil quando tenho que sair dela, mesmo que seja para fazer uma viagem curta para visitar a família, por exemplo.

Fiquei muito sozinha nesses três anos, mas não fiquei solitária. Não me esforcei para manter contato com algumas pessoas, nem desejei me aproximar de algumas outras. Desenvolvi certa resistência a vínculos, não consigo não relacionar esta palavra ao sentimento de obrigação, portanto, eu me afasto antes mesmo de me achegar.

Passados esses três anos, eu reconheci: Preciso sair do casulo. Preciso interagir com o mundo e com outras pessoas. Se eu quero? Em parte sim, em parte não.

Assim mesmo, com o intuito de desabrochar e sair do casulo, eu tenho dado alguns primeiros passos:

- O primeiro deles foi voltar à terapia. Acho que um apoio ao meu emocional será bem-vindo nesta nova fase.
- O segundo foi abrir mão de trabalhar de casa e começar a enviar currículo para as empresas. Mesmo que uma parte de mim deseje que elas não entrem em contato comigo. (rs...)
- O terceiro foi começar as aulas de yoga e passar a visitar a meditação. Não, eu não sei muito bem o que estou fazendo lá, mas estou lá para interagir, este é o meu objetivo.
- E quarto, apesar de não estar muito empolgada, decidi voltar às aulas de inglês. Fiquei tão tensa na primeira aula, que saí de lá me sentindo meio ridícula, mas preciso me olhar com mais generosidade e valorizar o fato de estar tentando.

Confesso que dar esses passos tem exigido de mim, mas penso que não devo desistir, tenho que seguir em frente; tendo paciência, aprendendo um pouco a cada dia, valorizando as pequenas vitórias, e vivendo um dia de cada vez.

2 comentários:

  1. Gostei de ver, um dia de cada vez! Gosto muito do meu casulo, mas tenho aprendido a adorar a minha rotina cheia por aqui.

    Espero que dê tudo certo por aí também!
    Um beijo

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