15 de outubro de 2012

Ser quem se é

Hoje, a compra de um livro me fez refletir sobre um monte de coisas a meu respeito. Me fez perceber o quanto eu não me aceito e vivo me comparando ao que acho legal nas outras pessoas.

Comprei o livro de uma blogueira que escreve sobre moda, decoração e culinária, mas ao ter o livro nas mãos eu me senti uma pessoa tão sem personalidade. A ideia era me inspirar no estilo de vida da escritora, mas eu não sabia até onde eu iria me inspirar e até onde eu iria tentar copiar.

Eu não gosto da ideia de copiar os outros, me sinto vulnerável e sem identidade. Às vezes eu acho algo legal em alguém e eu vou atrás daquilo, depois que consigo, eu penso: "mas isso não sou eu..." Vocês já se sentiram assim?

Acho super legal pessoas que gostam de cozinhar, adoram comer e sair pra comer consequentemente, que curtem viajar sozinhas, levantam cedo, leem vários livros por ano, não se esquecem do que estudam, sentem vontade de ser mãe antes dos 30, não se importam se a casa está bagunçada e curtem tomar café. Mas eu não sou assim, não sou nada disso.

Por mais que eu queira e ache legal, não gosto de cozinhar e não gosto tanto assim de comer. Sair pra comer é um dos programas que eu menos curto fazer. Ainda não tenho coragem de fazer uma viagem sozinha, não consigo levantar cedo se não tiver um compromisso, tenho preguiça de ler, me esqueço de muitas coisas que estudo. Apesar de estar bem perto dos 30, não tenho a mínima vontade de ser mãe agora, gosto de ver minha casa limpa e arrumada e não gosto de café. Essa sou eu hoje. Talvez algumas coisas mudem com o passar dos anos, outras não.

Acredito que o melhor seja eu me aceitar como sou. Mergulhar na minha essência e criar meu próprio estilo de vida. Que eu seja minha principal fonte de inspiração, mas não quero ser a única, claro, quero me inspirar em pessoas e em ideias legais, mas acho melhor, por enquanto, guardar o livro que comprei na prateleira da estante junto com os outros livros não lidos, até eu enxergar melhor a linha tênue que separa o se inspirar do copiar.

7 comentários:

  1. Lis,
    eu não me preocuparia tanto com o copiar e inspirar. Não acho que tenho exatamente um estilo, mas experimentei (sendo cópia ou não)muito. Tive cabelos de vários tamanhos, jeitos e cores hoje uso bem curto, aliás a uns bons 10 anos e voltei a cor natural por causa dos brancos, é moda, é estilo? Sei lá, mas foi divertido experimentar tantas caras. Foi assim com roupas, bijuterias e com a minha casa. Acho que você pode curtir o livro que comprou, experimentar o que achar legal e se não gostar deixar para lá. Assim é que se chega a um estilo próprio, segundo a Constansa Pascolato, uma das mulheres mais estilosas do Brasil - uma senhora com mais de 70 anos.
    bjs
    Jussara

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  2. Oi Lis, acho que é normal compararmo-nos com as vidas de outras pessoas e querer sr um pouco mais como elas - principalmente quando ela parecem glamurosas, seguras e super confiantes. u já passei por isso algumas vezes, e com pessoas de carne de osso, e com tanta intensidade, que tive de me afastar da pessoas, pois comecei a questionar meus valores e minhas escolhas. Você me fez lembrar que quando era mais nova, minha letras sempre ficava parecida com da minha melhor amiga no momento. Quer cópia maior?rsrs Com o tempo acho que vamos nos descobrindo, e separando so coisas boas pára usarmos de exemplo.Um abraço!!!

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  3. Lis, o mais interessante é que você já tem todas as respostas.
    Talvez eu esteja julgando errado (e entenda o 'julgar' como algo positivo) mas acho que você analisa demais e com isso esquece um pouco de sentir... e também de se sentir. Quando você diz que não gosta disto ou daquilo, isso já é uma prova de que você se conhece muito bem, mas fica um pouco travada. Conheço inúmeras pessoas que não sabem dizer o que não lhes fazem bem, e essas pessoas costumam gostar de tudo. Não é nada legal gostar de tudo e 'curtir' todas as coisas. O auto-conhecimento também é feito através daquilo que não gostamos. Não gosta de café? Tenta um café com leite, nem sempre é ruim ficar em cima do muro. :)
    Há muitas outras coisas que eu gostaria de falar... mas não quero ser chata com um comentário do tamanho de uma carta. Quem sabe um e-mail, né?

    Um beijo grande, querida. Te gosto muito! =*

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  4. Adorei Lis
    Eu NUNCA desejei ser mãe (aconteceu mesmo eu me cuidando aos 27 anos, após 7 anos de casada) Odeio cozinhar todos os dias, e odeio o serviço de casa. Faço tudo e faço bem feito mas não é algo que goste. Amo ler e acredito que poderia ser paga para aprender...se tem curso de qualquer coisa eu amo fazer...me liberta estar em aula aprendendo. Odeio cópias, por vezes vejo roupas lindas, estampas maravilhosas, mas eu sou básica e monocromática e sou feliz.

    Viajar sozinha??? nunca quem é que vai me ouvir falar do nascer do sol, ou do por do sol, da arquitetura....rsrs

    Importante é ser feliz

    Abraços

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  5. Olá Lis!
    Não a nada melhor ser o que a gente é né. rs
    Cada um tem sua própria essência, cada um tem algo de especial.

    Se todos fossemos iguais que graça teria não é?

    Beeeijos

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  6. Sabe o que eu acho mais interessante disso tudo? O fato de você ser sincera com você mesma. A gente tem mesmo que se permitir experimentar coisas novas, se conhecer e se aceitar como é. Não gosta de café? E desde quando isso é problema? Não custa nada experimentar, mas se você não gosta mesmo, para quê forçar a barra? O mesmo vale para as outras coisas que você citou.

    A gente vê sempre muitas coisas bonitas e inspiradoras por aí, porém vazias de verdadeiros significados para nós. São tantas imagens tentadoras, estilos de vida tão mais interessantes que a nossa rotina mais ou menos, tantas necessidades inventadas que muitas vezes apenas colorem a crua realidade com um glamour intocável e desnecessário, que de vez em quando é quase impossível não ficar cega no meio disso tudo.

    Tente coisas novas, afinal é através das tentativas que a gente descobre o mundo, mas respeite a sua essência. No final das contas, felicidade para mim pode não ser o mesmo para você.

    Um beijo!

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  7. Muito obrigada pelas palavras, meninas. Fico grata de coração. Beijos a todas!

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